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Sabem, nos últimos meses tenho procurado muito material relacionado ao universo de RPG, D&D e principalmente Ravenloft, hoje já não se acham mais bons materiais como antigamente, nas respectivas épocas de lançamentos.

Tenho feito praticamente um trabalho de mineração, entre livrarias, SEBO’s, internet a procura dos materiais antigos, pra dar apoio mais às minhas campanhas de RPG ou mesmo nos jogos de cardgames relacionado ao universo do RPG.

Materiais de Ravenlof

Materiais de Ravenlof

Essa semana em busca de material na internet encontrei esse material da imagem ao lado, pelo que entendi, tudo isso faz parte de um único pacote, disponibilziado pela antiga TSR para apoio dos mestres, era a chamada “caixa preta”, no qual os mapas como podem ver são grandes, do tamanho exato para as narrativas, vinha também a ficha dos personagens toda ilustrada e muitos outros materiais.

Ai eu me pergunto, por que raios foram parar de fabricar esse material? É uma pena que a TSR tenha sido extinta, porque de lá pra cá, não vejo mais materiais dessa forma como via na “época de ouro”.

Hoje existem materiais saindo no mercado como chuva no nordeste, de forma cada vez mais escassa… e ainda assim com uma dose de boatos, contradições e muito bafafá, como a nova edição do D&D 4.0 por exemplo.

A Devir garante que sairá no dia 23, muitos especulam que não, o negócio é aguardar pra ver. E continuar no trabalho de mineração na internet para ver se encontramos em algum lugar nos recantos da rede esse material para venda.

E por falar nisso, estou preparando a próxima campanha de RPG pro meu grupo. Queria poder ir com a galera no evento de lançamento do D&D 4 mas pelo que tudo indica vou aparacer por lá “em campanha solo” mesmo.

strahd

Conde Strahd von Zarovich, Senhor de Baróvia

Mais uma vez, olá a todos. Como prometido no nosso último encontro, vou transcrever um trecho do diário de Strahd, pra fecharmos as informações deste darklord e seguirmos adiante.

Antes de tudo deixem-me corrigir uma coisa que lancei no ultimo informativo, o único e verdadeiro Strahd que existe é esse no qual venho falando desde o informativo passado. Aquela história dele se encontrar com uma versão “humanizada dele” não é oficial, logo não posso considerar para os fins explicativos que temos aqui. Esse encontro dos dois ocorreu em uma campanha Ravenloft para RPG, mas Ravenloft nem era um cenário ainda, sendo assim ele não faz parte dos “livros canônicos” do cenário. Para quem quiser entender melhor aconselho que leiam o livro “I, Strahd: War Against Azalin” esse é um dos livros integrantes do “Canon” de ravenloft, e conta toda essa biografia de Strahd/Azalin… e em nenhum momento menciona esse encontro.

Enfim, prossigamos para o próximo ponto, sem mais delongas segue o diário do Strahd (conhecido também como “o memorial de strahd):

Eu sou o Antigo, eu sou a Nação. Minhas origens estão perdidas nas trevas do passado. Eu era o guerreiro. Eu era bom e justo. Eu ribombava pela terra como a fúria de um deus justo, mas os anos de guerra e os anos de matança corroeram a minha alma como o vento desgasta a pedra até sobrar apenas areia. Toda benevolência se esvaiu de minha vida; toda minha juventude e vigor foram embora e tudo que me restava era a morte.
Meus exércitos se estabeleceram no vale de Baróvia e estabeleceram o poder sobre esse povo em nome de um deus justo, mas sem nada que lembrasse a graça e a justiça de um deus. Eu convoquei minha família, há muito tempo longe de seu antigo trono, e os trouxe para residir no Castelo Ravenloft. Eles chegaram com meu irmão mais novo, Sergei. Ele era belo e juvenil. E eu o odiava por isso.
Sergei havia encontrado entre as famílias do vale um desses espíritos cujo brilho se destaca de todos os outros: uma rara beleza, a qual foi chamada de “perfeição”, “júbilo” e “preciosidade”. Seu nome era Tatyana e eu desejava que ela fosse minha. Eu a amava do fundo de meu coração. Eu a amava por sua juventude. Eu a amava por sua alegria.
Mas ela me rejeitava! “Old One” era o meu nome para ela – assim como “Elder” e “irmão”. Seu coração era de Sergei. Eles estavam apaixonados. A data do casamento já estava marcada.
Com palavras ela me chamava de “irmão”, mas quando eu olhava em seus olhos, eles refletiam outro nome: “morte”. A morte que vinha com o envelhecimento era o que ela via em mim. Ela amava sua juventude e a desfrutava, mas eu havia desperdiçado a minha. A morte que ela via afastou-a de mim, então eu comecei a odiar a morte, a minha morte. Meu ódio era muito forte; eu não seria chamado de “morte” tão cedo.
E assim fiz um pacto com a própria Morte, um pacto de sangue. No dia do casamento, matei meu irmão, Sergei. O pacto foi selado com seu sangue.
Encontrei Tatyana soluçando nos jardins a leste da Capela. Ela fugiu de mim! Não me deixou explicar, enquanto uma fúria enorme crescia dentro de mim. Ela tinha que entender o pacto que eu havia feito por ela. Ela correu, eu a persegui. Por fim, em desespero, ela se atirou dos muros de Ravenloft e eu assisti tudo que havia desejado em minha vida escapar de minhas mãos para sempre.
Era uma queda de mais de trezentos metros, mergulhando nas brumas. Nenhum vestígio dela jamais foi encontrado. Nem mesmo eu sei qual foi seu destino.
Flechas vindas dos guardas do castelo atravessaram minha alma, mas eu não morri. Nem vivo estava. Eu havia me tornado um morto-vivo, para sempre.
Tenho estudado muito desde então. “Vampyr” é meu novo nome. Ainda desejo juventude e vida, e amaldiçôo aqueles que vivem e negam meus desejos. Até mesmo o sol é contra mim. E é ao sol e a luz que mais temo. Além disso, pouco mais pode me ferir agora. Nem mesmo uma estaca em meu coração seria capaz de me matar, ela apenas impossibilitaria meus movimentos.
Tenho procurado por Tatyana muitas vezes. Quando sinto que ela está em minhas mãos, ela escapa. Ela me provoca! Ela me insulta! O que mais será necessário para eu conseguir subjugar seu amor a mim?”

– Conde Strahd von Zarovich, Senhor de Baróvia
O Memorial de Strahd

Lembrando que o Strahd tem mais de 450 anos e que a cada geração ele encontra sua amada reencarnada, mas no fim ela sempre morre.

logo ravenloft

logo ravenloft

Devido a uma idéia lançada na comunidade BSW no Orkut sobre Ravenloft, vamos iniciar na net e nos informativos uma seção sobre a história de alguns personagens, mundos e reinos que envolvem o spellfire e nossas campanhas de RPG.

Antes de começarmos, gostaria de salientar que não sou o dono de toda a verdade, mas o conhecimento através de livros, jogos e campanhas de RPG é o que me dá a oportunidade de escrever a respeito.

Como primeiro artigo, gostaria de aproveitar o gancho então do Orkut, sobre Ravenloft, e falarmos do que na verdade ele é.

Depois disso vamos discutir sobre os Darklords.
Então vamos ao que interessa.Detesto estragar os sonhos e ilusões de garotinhos e garotinhas, sendo bonzinhos ou não, mas tenho 3 verdades no qual devo abrir vossos olhos:

1º Grande verdade da vida: Papai Noel não existe. Isso mesmo, por mais que você afirme ter ganhado seu carrinho ou seu ipod dentro da meia ou em cima do sapato, pode acreditar, não foi o gordinho barbudo quem fez isso, a não ser que essas sejam as características do seu pai.

2º Grande verdade da vida: Todos os cogumelos são comestíveis, porém alguns uma única vez. (essa vou deixar que vocês entendam sozinhos).

3º Grande verdade da vida e talvez a mais importante para nós: Ravenloft não é o nome de um mundo. Isso mesmo crianças, não chorem nem entrem em depressão, mas isso é verdade. Ravenloft nunca foi um mundo, ele está muito, além disso, vou mostrar:
Quando éramos pequenos assistíamos muitos desenhos, que falavam de “dimensões”, “planos”, algo que nos fizesse temer, e sempre levavam os mocinhos a um lugar distante e desconhecido, geralmente lugares sempre ruins. Pois então, esses lugares que víamos nos desenhos, são conhecidos como planos, ou semiplanos.

Um Plano, ou Plano de Existência pode ser definido, como um universo, logo este tem um tamanho infinito, sendo assim, também possuem leis e regras únicos, e diferentes ou não do que conhecemos. Podem por exemplo ter suas próprias leis físicas. Já um Semiplano, é como nos desenhos, como se fosse uma dimensão à parte também, e muito parecido com o Plano, o que na verdade difere os dois, é que o Semiplano é finito.

Ravenloft como um Semiplano, tem então suas próprias características e regras, quem vive neste lugar o chama de Semiplano do Pavor, ou Mudo das Névoas, para os mais desavisados.

Raveloft fica nos domínios do medo, fica no planeta Enio Profundo na cosmologia do D&D, este semiplano é como se fosse um continente q nem termina direito. Névoas pairam sobre todo o semiplano, se manifestam por todos os lugares, e muitos atribuem à essas névoas fatos obscuros e malignos que acontecem por lá. As névoas do sul determinam o limite do semiplano.

Ravenloft é uma colcha de retalhos, vai emendando partes e continentes, de outros mundos ou planos que são tragados para dentro deste semiplano, fazendo com que apareçam novos reinos e assim expandindo seus limites. Dentro deste conceito existem os bolsões, que são reinos que não estão diretamente conectados a ele, são conectados através das brumas.

Um bom exemplo disso são os reinos de Kalidnay que pertencia a Darksun, Nova Vassa que era de Forgotten Realms, Sithicus de Dragonlance e Darkon que pertenceu a Greyhawk.

Em Reavenlof até o terreno é maligno, isso mesmo, a terra em que você caminha é má. Por isso esses reinos são tragados para esse semiplano, são todas terras corrompidas pelo mal, que vão se juntando, dando mais poder ao semiplano.

Por isso vou destacar a regra mais importante que qualquer um com juízo deve saber sobre Ravenloft: Uma vez dentro, sempre dentro. Isso mesmo, depois que você passou para este semiplano, nunca mais conseguira sair de lá, nem poder ou magia alguma poderá te salvar de lá. Então antes de mandar algum campeão seu por lá, pense algumas vezes.

Embora estejamos avisando aqui, muitos campeões se sentem atraídos pelo lugar, pelos reinos, mas não se enganem, esses reinos são verdadeiras prisões cada um abriga um Darklord, ou lord das trevas como preferir, e estes são seres do extremo mal, que devido aos seus muitos atos malignos foram transportados pelas névoas de seus lugares de origens ou até mesmo do próprio semiplano para serem senhores ou Lords de um reino Ravenloft, ganhando ainda mais poder, para iniciarem uma busca eterna pelo seu maior desejo, qualquer que seja ele, sem nunca poder alcançar. Aqui cada Darklord é extremamente poderoso, mas cada um deles tem que reviver ou sofrer o mesmo mal que fizeram em suas vidas passadas.

strahd

strahd

Ravenloft também é nome do castelo do conde Strahd Von Zarovich, primeiro darklord do lugar, mas que neste caso não vamos nos aprofundar, deixaremos a história deste personagem para nosso próximo artigo da série. Mas para sanar a curiosidade de alguns, o sofrimento dele é o de ter que reviver infinitamente o suicídio de sua noiva, mas como disse, vou explicar isso mais pra frente.
Aqui, o campeão perde a noção do que é bom ou mal, por isso muitos tentam derrotar os darklords para “livrarem” essa terra do mal ou simplesmente tentarem voltar pra casa, mas o terror está tão impregnado nestas terras que o processo para se conseguir essa vitória, é tão entrelaçada com o mal que ali existe, que o campeão acaba por fim sendo corrompido neste processo e quando vence um darklord, este toma o seu lugar.

Então para fecharmos esse debate, quem controla as nevoas e amaldiçoa e fortalece os Darklords?

Vocês não poderiam imaginar um poder maléfico tão grande quanto esses que controlam Ravenloft, são os DarkPowers ou Poderes Sombrios,  os responsáveis por tudo isso,  este nome é dado a todo e qualquer ser por trás do semiplano, seres que como deuses ou semideuses controlam as névoas, ditam as regras e aprisionam os Darklords.

Outras perguntas, como e quando fazem ou surgiram esses deuses, nenhum mortal talvez jamais venha, a saber, e se vierem talvez suas mentes não suportarão conceber tal idéia de insanidade e mal que paira por trás de tudo isso.

Um abraço e fiquem atentos nos próximos informativos vamos começar a falar de cada Darklord hoje de Ravenloft.

Olá, estou iniciando meu novo blog. Este aqui é pra falar de uma das minhas paixões, que é o RPG, seja ele de mesa, de cartas, online.. sendo rpg está valendo.

Não vou ficar fazendo aqueles posts de apresentação, apenas digo que o blog ainda está iniciando, então com o tempo vou colocando mais ferramentas, mudando lay-out, podemos dizer – “um turno por vez”.

E como o meu primeiro post, vou colocar aqui uma notícia do mes passado, mas ainda válida, até porque tenho certeza de que muitos não sabiam disso:

tn_279_651_dungeons__dragonsMorre cocriador do RPG “Dungeons and Dragons”

Dave Arneson morreu aos 61 anos após batalha contra o câncer. Jogo foi o primeiro RPG da história e influenciou até videogames.

Dave Arneson, cocriador do primeiro RPG (“Role playing game” – “Jogo de interpretação de personagens”) da história, o “Dungeons & dragons”, morreu na noite desta terça-feira (7) ao lado da família, após uma longa batalha contra o câncer, segundo o site da revista “Wired”.

Arneson criou o jogo juntamente com Gary Gygax, que morreu em março de 2008. Gygax havia inventado um sistema de simulação de estratégia chamado “Chainmail” (“cota-de-malha” em inglês), e Arneson resolveu mudar as regras, trocando o combate entre grandes exércitos medievais por pequenos grupos onde cada jogador controlaria um único personagem.

Essa abordagem individual transformou o jogo de estratégia em RPG ao fazer os jogadores se preocuparem em interpretar personagens específicos ao invés de agirem como generais no comando de divisões inteiras.

“D&D”, como é chamado pelos fãs, fez história, rodou o mundo e influenciou uma série de jogos e videogames – alguns especialistas vêem influência dos RPGs em plataformas como o “Second life”, além de jogos on-line para múltiplos jogadores como “World of warcraft” e “Ragnarok”.

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