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Conde Strahd von Zarovich, Senhor de Baróvia

Mais uma vez, olá a todos. Como prometido no nosso último encontro, vou transcrever um trecho do diário de Strahd, pra fecharmos as informações deste darklord e seguirmos adiante.

Antes de tudo deixem-me corrigir uma coisa que lancei no ultimo informativo, o único e verdadeiro Strahd que existe é esse no qual venho falando desde o informativo passado. Aquela história dele se encontrar com uma versão “humanizada dele” não é oficial, logo não posso considerar para os fins explicativos que temos aqui. Esse encontro dos dois ocorreu em uma campanha Ravenloft para RPG, mas Ravenloft nem era um cenário ainda, sendo assim ele não faz parte dos “livros canônicos” do cenário. Para quem quiser entender melhor aconselho que leiam o livro “I, Strahd: War Against Azalin” esse é um dos livros integrantes do “Canon” de ravenloft, e conta toda essa biografia de Strahd/Azalin… e em nenhum momento menciona esse encontro.

Enfim, prossigamos para o próximo ponto, sem mais delongas segue o diário do Strahd (conhecido também como “o memorial de strahd):

Eu sou o Antigo, eu sou a Nação. Minhas origens estão perdidas nas trevas do passado. Eu era o guerreiro. Eu era bom e justo. Eu ribombava pela terra como a fúria de um deus justo, mas os anos de guerra e os anos de matança corroeram a minha alma como o vento desgasta a pedra até sobrar apenas areia. Toda benevolência se esvaiu de minha vida; toda minha juventude e vigor foram embora e tudo que me restava era a morte.
Meus exércitos se estabeleceram no vale de Baróvia e estabeleceram o poder sobre esse povo em nome de um deus justo, mas sem nada que lembrasse a graça e a justiça de um deus. Eu convoquei minha família, há muito tempo longe de seu antigo trono, e os trouxe para residir no Castelo Ravenloft. Eles chegaram com meu irmão mais novo, Sergei. Ele era belo e juvenil. E eu o odiava por isso.
Sergei havia encontrado entre as famílias do vale um desses espíritos cujo brilho se destaca de todos os outros: uma rara beleza, a qual foi chamada de “perfeição”, “júbilo” e “preciosidade”. Seu nome era Tatyana e eu desejava que ela fosse minha. Eu a amava do fundo de meu coração. Eu a amava por sua juventude. Eu a amava por sua alegria.
Mas ela me rejeitava! “Old One” era o meu nome para ela – assim como “Elder” e “irmão”. Seu coração era de Sergei. Eles estavam apaixonados. A data do casamento já estava marcada.
Com palavras ela me chamava de “irmão”, mas quando eu olhava em seus olhos, eles refletiam outro nome: “morte”. A morte que vinha com o envelhecimento era o que ela via em mim. Ela amava sua juventude e a desfrutava, mas eu havia desperdiçado a minha. A morte que ela via afastou-a de mim, então eu comecei a odiar a morte, a minha morte. Meu ódio era muito forte; eu não seria chamado de “morte” tão cedo.
E assim fiz um pacto com a própria Morte, um pacto de sangue. No dia do casamento, matei meu irmão, Sergei. O pacto foi selado com seu sangue.
Encontrei Tatyana soluçando nos jardins a leste da Capela. Ela fugiu de mim! Não me deixou explicar, enquanto uma fúria enorme crescia dentro de mim. Ela tinha que entender o pacto que eu havia feito por ela. Ela correu, eu a persegui. Por fim, em desespero, ela se atirou dos muros de Ravenloft e eu assisti tudo que havia desejado em minha vida escapar de minhas mãos para sempre.
Era uma queda de mais de trezentos metros, mergulhando nas brumas. Nenhum vestígio dela jamais foi encontrado. Nem mesmo eu sei qual foi seu destino.
Flechas vindas dos guardas do castelo atravessaram minha alma, mas eu não morri. Nem vivo estava. Eu havia me tornado um morto-vivo, para sempre.
Tenho estudado muito desde então. “Vampyr” é meu novo nome. Ainda desejo juventude e vida, e amaldiçôo aqueles que vivem e negam meus desejos. Até mesmo o sol é contra mim. E é ao sol e a luz que mais temo. Além disso, pouco mais pode me ferir agora. Nem mesmo uma estaca em meu coração seria capaz de me matar, ela apenas impossibilitaria meus movimentos.
Tenho procurado por Tatyana muitas vezes. Quando sinto que ela está em minhas mãos, ela escapa. Ela me provoca! Ela me insulta! O que mais será necessário para eu conseguir subjugar seu amor a mim?”

– Conde Strahd von Zarovich, Senhor de Baróvia
O Memorial de Strahd

Lembrando que o Strahd tem mais de 450 anos e que a cada geração ele encontra sua amada reencarnada, mas no fim ela sempre morre.