Tarrasque

Tarrasque

Quem um dia já não sofreu um ataque devastador de um Tarrasque? Quer seja nas batalhas de spellfire, quer seja nas campanhas de RPG. Ele é o mais temido monstro originário do plano Material Primário. Bípede escamoso tem dois chifres, uma cauda comprida e uma carapaça refletora.

O Tarrasque no spellfire faz uma devastação nas mesas despreparadas, destruindo um reino após o outro até não sobrar mais nada, ou até que algum jogador corajoso esteja disposto a matar todos os campões de sua mesa para acabar com o evento.

Carta do Evento em spellfire

Carta do Evento em spellfire

No spellfire acredito que ele tenha entrado como um evento devido à sua força destruidora, e muito bem pensado foram as maneiras de deter este evento. Ponto positivo para a carta e a antiga TSR, que afinal não foram em todas as cartas de expressão dentro do jogo que conseguiram acompanhar o contexto do D&D.

Por outro lado, muitos desconhecem como o monstro mais forte de D&D surgio no RPG. Poucos sabem, que o Tarrasque dá nome há uma cidade na França, é um personagem bíblico e até hoje sua história é celebrada.
Origem da Lenda
Segundo o folclore local, o Tarrasque veio da região de Galatia (hoje território da Turquia) e é fruto do cruzamento nefasto de Onachus, um ser colossal em formato de búffalo e que cospia fogo, com Leviathan, uma gigantesca serpente marinha.
O primeiro ataque do Tarrasque ocorreu em Nerluc, região ao sul da França. O monstro havia destruído tudo em um raio de quilômetros, e todas as medidas do Rei de parar a criatura haviam falhado.
Foi então que surgiu Santa Marta, que foi ao encontro da criatura, e com sua beleza e empatia conseguiu domá-la.
Santa Marta levou o Tarrasque acorrentado de volta para a cidade, onde esperava receber uma população feliz, mas a presença da enorme criatura gerou medo incontrolável nos camponeses que resolveram atacar a criatura domada. O Tarrasque não reagiu e foi morto.
Após o ocorrido, sentiram muita tristeza nos olhos de Santa Marta, pois ela acreditava que a criatura não tinha culpa do que fazia e não merece destino tão cruel. A população passou a viver em culpa e resolveram mudar o nome da cidade para Tarascon, em homenagem ao lendário monstro.
Até hoje, no mês de Junho, celebra-se em Tarascon a lenda do monstro. Carros alegóricos em formato de Tarrasque desfilam pelas ruas durante as festividades. Outra curiosidade é que a criatura está presente no Brasão da cidade de Tarascon.
Acredita-se que esta lenda deu origem às histórias onde figuras de beleza feminina conseguem domar o coração furioso de uma criatura, exemplos clássicos são: “King Kong” e “A Bela e a Fera”.
Enfim,  A “TSR” e “Wizards of the Coast” jamais revelaram a verdadeira origem da criatura, o que acaba se tornando papel do mestre, mas temos alguns boatos e dicas em cenários de Ad&d.
O “não-tão-popular” cenário Spelljammer, em uma de suas edições, mostrava um planeta repleto de Tarrasques pacíficos que comiam pedras, mas quando um Tarrasque era levado para um outro mundo,  se tornavam violento e destrutivo. Outra possível origem do monstro está no 8a fascículo da HQ “Forgotten Realms”, onde um mago faz um ritual evolvendo 5 cabeças de dragões adultos, resultando em um Tarrasque.
Ele(tarrasque) é capaz de digerir qualquer tipo de matéria orgânica, sendo que a sua imunidade a veneno faz com que não seja afetado por tintas, mofos e a podridão de carne morta. A garganta do Tarrasque se dilata de modo a engolir criaturas inteiras, que são levadas para digestão em três estômagos. Esses estômagos estão dentre as mais eficazes máquinas de destruição no multiverso e poucas coisas – nem mesmo poderosos artefatos – são capazes de suportar seus ácidos.
O estômago superior é um local quente e úmido em que pedras e espinhos internos esmigalham grandes objetos; suas paredes são extremamente fortes, cujos músculos esmagam e trituram itens engolidos. Esse estômago é capaz de triturar grandes rochas e desmembrar corpos.
O estômago central é um caldeirão de ácido corrosivo. Esse ácido é único no multiverso, que possui uma propriedade de disjunção única, chegando a arrancar a magia de itens devorados. Daqui, nada passa inteiro.
O último estômago do Tarrasque é um tubo de calor insuportável, que se contorce e estica em um ritmo insano. Os poucos elementos que conseguiram passar pelos outros estômagos encontram, neste, o seu fim, derretido nos vapores ácidos e sendo absorvidos pela criatura.
Essa complexa digestão demora segundos e, apesar de seu metabolismo acelerado, a grande maioria da energia absorvida é guardada para ser consumida durante as longas hibernações do monstro.
A carapaça do Tarrasque é excepcionalmente dura e refletora. Rajadas e raios como relâmpagos e cones glaciais não o atingem. Um em cada seis desses ataques na verdade retorna contra o recitador (afetando-o normalmente), enquanto o restante é refletido inofensivamente para os lados e para o ar.
O Tarrasque também é imune a todo calor e fogo e regenera pontos de vida a razão de1 por rodada. Apenas armas encantadas (+1 ou mais) têm qualquer chance de ferir o Tarrasque. O monstro é totalmente imune a todos ataques psiônicos.
Apesar de toda essa agressividade O Tarrasque não é uma criatura maligna. Os únicos seres que efetivamente odeia são aqueles capazes de voar, pois, como o Tarrasque não possui formas de ataque à distância, qualquer criatura capaz de voar além de seu alcance não tem o que temer – um fato que irrita muito o Tarrasque faminto.
Uma vez que tenha satisfeito sua fome – que leva aproximadamente uma semana, período em que come sem parar – a criatura começa a ficar zonza e a se preparar para hibernar. Então, uma vez fora de combate, o Tarrasque busca o mais próximo bloco de pedra grande o suficiente para hibernar por muitos e muitos anos.
Quando se prepara para hibernar, o Tarrasque se mescla à terra, sem mover uma pedra sequer e sem deixar qualquer tipo de rastro ou de túnel atrás de si.
Enquanto mesclado à terra, o Tarrasque não sufoca, mas entra em um torpor que reduz seus sinais vitais até que a fome o desperte novamente.
HABITAT/SOCIEDADE: Felizmente, ele fica ativo apenas por curtos períodos de tempo. A criatura sai em busca de alimento por uma ou duas semanas, devastando tudo por quilômetros e quilômetros. O Tarrasque então busca por covil subterrâneo e deita, adormecido, permanecendo inconsciente por 5d4 meses antes de aparecer novamente. Uma vez a cada dez anos, mais ou menos, o Tarrasque fica particularmente ativo, permanecendo desperto por vários meses. Depois disso, seu período de sono é 4d4 anos, caso não seja incomodado. A razão entre estados ativos e de sono parece ser cerca de 1:30.
Diz-se que só é possível matar o Tarrasque se for reduzido a -30 ou menos pontos de vida, e um feitiço de wish for lançado. Caso contrário, mesmo o menor pedaço de seu corpo pode se regenerar, restaurando o monstro completamente. A lenda diz que um grande tesouro pode ser extraído da carapaça do Tarrasque revelando pedras preciosas (10d10 diamantes, cada um com valor básico de 1.000 po). Também é dito que a mistura do material abdominal com o sangue da criatura e adamantite dará origem a um metal que pode ser usado por mestres ferreiros anões na criação de 1d14 escudos de encantamento +5. Dois anos são necessários para se manufaturar cada um, e os anões provavelmente não o farão de graça.
Os sábios têm a esperança de que o Tarrasque seja um criação solitária, produzida pelas artes negras ou por deuses antigos esquecidos para punir toda a natureza. A natureza elemental do monstro leva os poucos especialistas em Tarrasque a especular que os príncipes elementais do mau têm algo haver com sua existência. De qualquer modo, a localização do Tarrasque permanece um mistério, pois ele raramente deixa testemunhas quando em estado de vigília, e a vida rapidamente ressurge e cobre todos os resquícios de sua presença. Existe o boato de que ele foi responsável pela extinção de uma civilização antiga, pois os registros de seus últimos dias falam de um grande réptil carrasco enviado pelos deuses para acabar com o mundo.
O Tarrasque não podia ficar de fora da 4a edição, sendo um dos monstros mais fortes (empatado com o Grande Dragão Vermelho e perdendo apenas para o Demigod da Morte, Orcus).
Texto extraído do Livro dos Monstros – TSR – Editora Abril – 1ª Edição – 1995

Por outro lado, muitos desconhecem como o monstro mais forte de D&D surgiu no RPG. Poucos sabem, que o Tarrasque dá nome há uma cidade na França, e até hoje sua história é celebrada.

Origem da Lenda

Segundo o folclore local, o Tarrasque veio da região de Galatia (hoje território da Turquia) e é fruto do cruzamento nefasto de Onachus, um ser colossal em formato de búffalo e que cospia fogo, com Leviathan, uma gigantesca serpente marinha.

O primeiro ataque do Tarrasque ocorreu em Nerluc, região ao sul da França. O monstro havia destruído tudo em um raio de quilômetros, e todas as medidas do Rei de parar a criatura haviam falhado.

Foi então que surgiu Santa Marta, que foi ao encontro da criatura, e com sua beleza e empatia conseguiu domá-la.

Santa Marta levou o Tarrasque acorrentado de volta para a cidade, onde esperava receber uma população feliz, mas a presença da enorme criatura gerou medo incontrolável nos camponeses que resolveram atacar a criatura domada. O Tarrasque não reagiu e foi morto.

Após o ocorrido, sentiram muita tristeza nos olhos de Santa Marta, pois ela acreditava que a criatura não tinha culpa do que fazia e não merece destino tão cruel. A população passou a viver em culpa e resolveram mudar o nome da cidade para Tarascon, em homenagem ao lendário monstro.

Até hoje, no mês de Junho, celebra-se em Tarascon a lenda do monstro. Carros alegóricos em formato de Tarrasque desfilam pelas ruas durante as festividades. Outra curiosidade é que a criatura está presente no Brasão da cidade de Tarascon.

Acredita-se que esta lenda deu origem às histórias onde figuras de beleza feminina conseguem domar o coração furioso de uma criatura, exemplos clássicos são: “King Kong” e “A Bela e a Fera”.

Tarrasque

Tarrasque

Enfim,  A “TSR” e “Wizards of the Coast” jamais revelaram a verdadeira origem da criatura, o que acaba se tornando papel do mestre, mas temos alguns boatos e dicas em cenários de Ad&d.

O “não-tão-popular” cenário Spelljammer, em uma de suas edições, mostrava um planeta repleto de Tarrasques pacíficos que comiam pedras, mas quando um Tarrasque era levado para um outro mundo,  se tornavam violento e destrutivo. Outra possível origem do monstro está no 8a fascículo da HQ “Forgotten Realms”, onde um mago faz um ritual evolvendo 5 cabeças de dragões adultos, resultando em um Tarrasque.

Ele(tarrasque) é capaz de digerir qualquer tipo de matéria orgânica, sendo que a sua imunidade a veneno faz com que não seja afetado por tintas, mofos e a podridão de carne morta. A garganta do Tarrasque se dilata de modo a engolir criaturas inteiras, que são levadas para digestão em três estômagos. Esses estômagos estão dentre as mais eficazes máquinas de destruição no multiverso e poucas coisas – nem mesmo poderosos artefatos – são capazes de suportar seus ácidos.

O estômago superior é um local quente e úmido em que pedras e espinhos internos esmigalham grandes objetos; suas paredes são extremamente fortes, cujos músculos esmagam e trituram itens engolidos. Esse estômago é capaz de triturar grandes rochas e desmembrar corpos.

O estômago central é um caldeirão de ácido corrosivo. Esse ácido é único no multiverso, que possui uma propriedade de disjunção única, chegando a arrancar a magia de itens devorados. Daqui, nada passa inteiro.

O último estômago do Tarrasque é um tubo de calor insuportável, que se contorce e estica em um ritmo insano. Os poucos elementos que conseguiram passar pelos outros estômagos encontram, neste, o seu fim, derretido nos vapores ácidos e sendo absorvidos pela criatura.

Essa complexa digestão demora segundos e, apesar de seu metabolismo acelerado, a grande maioria da energia absorvida é guardada para ser consumida durante as longas hibernações do monstro.

A carapaça do Tarrasque é excepcionalmente dura e refletora. Rajadas e raios como relâmpagos e cones glaciais não o atingem. Um em cada seis desses ataques na verdade retorna contra o recitador (afetando-o normalmente), enquanto o restante é refletido inofensivamente para os lados e para o ar.

O Tarrasque também é imune a todo calor e fogo e regenera pontos de vida a razão de1 por rodada. Apenas armas encantadas (+1 ou mais) têm qualquer chance de ferir o Tarrasque. O monstro é totalmente imune a todos ataques psiônicos.

Apesar de toda essa agressividade O Tarrasque não é uma criatura maligna. Os únicos seres que efetivamente odeia são aqueles capazes de voar, pois, como o Tarrasque não possui formas de ataque à distância, qualquer criatura capaz de voar além de seu alcance não tem o que temer – um fato que irrita muito o Tarrasque faminto.

Uma vez que tenha satisfeito sua fome – que leva aproximadamente uma semana, período em que come sem parar – a criatura começa a ficar zonza e a se preparar para hibernar. Então, uma vez fora de combate, o Tarrasque busca o mais próximo bloco de pedra grande o suficiente para hibernar por muitos e muitos anos.

Quando se prepara para hibernar, o Tarrasque se mescla à terra, sem mover uma pedra sequer e sem deixar qualquer tipo de rastro ou de túnel atrás de si.

Enquanto mesclado à terra, o Tarrasque não sufoca, mas entra em um torpor que reduz seus sinais vitais até que a fome o desperte novamente.

HABITAT/SOCIEDADE: Felizmente, ele fica ativo apenas por curtos períodos de tempo. A criatura sai em busca de alimento por uma ou duas semanas, devastando tudo por quilômetros e quilômetros. O Tarrasque então busca por covil subterrâneo e deita, adormecido, permanecendo inconsciente por 5d4 meses antes de aparecer novamente. Uma vez a cada dez anos, mais ou menos, o Tarrasque fica particularmente ativo, permanecendo desperto por vários meses. Depois disso, seu período de sono é 4d4 anos, caso não seja incomodado. A razão entre estados ativos e de sono parece ser cerca de 1:30.

Diz-se que só é possível matar o Tarrasque se for reduzido a -30 ou menos pontos de vida, e um feitiço de wish for lançado. Caso contrário, mesmo o menor pedaço de seu corpo pode se regenerar, restaurando o monstro completamente. A lenda diz que um grande tesouro pode ser extraído da carapaça do Tarrasque revelando pedras preciosas (10d10 diamantes, cada um com valor básico de 1.000 po). Também é dito que a mistura do material abdominal com o sangue da criatura e adamantite dará origem a um metal que pode ser usado por mestres ferreiros anões na criação de 1d14 escudos de encantamento +5. Dois anos são necessários para se manufaturar cada um, e os anões provavelmente não o farão de graça.

Os sábios têm a esperança de que o Tarrasque seja um criação solitária, produzida pelas artes negras ou por deuses antigos esquecidos para punir toda a natureza. A natureza elemental do monstro leva os poucos especialistas em Tarrasque a especular que os príncipes elementais do mau têm algo haver com sua existência. De qualquer modo, a localização do Tarrasque permanece um mistério, pois ele raramente deixa testemunhas quando em estado de vigília, e a vida rapidamente ressurge e cobre todos os resquícios de sua presença. Existe o boato de que ele foi responsável pela extinção de uma civilização antiga, pois os registros de seus últimos dias falam de um grande réptil carrasco enviado pelos deuses para acabar com o mundo.

O Tarrasque não podia ficar de fora da 4a edição, sendo um dos monstros mais fortes (empatado com o Grande Dragão Vermelho e perdendo apenas para o Demigod da Morte, Orcus).

Referência:  Livro dos Monstros – TSR – Editora Abril – 1ª Edição – 1995